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Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...

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Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude
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Ocupação do MST-SC nas terra da União cedidas ao exército em Papanduvas 15 de Abril de 2007



Quem e quais intereses o estado defende???

Impunidade... Carajás até quando???

Impunidade... Carajás até quando???
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Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!
Impunidade até quando??? No dia 17 de Abril de 1996, 19 Sem Terras são Assassinados em Eldorado dos Carajás pela Policia no Estado Pará

domingo, 14 de março de 2010

@= O Progresso do Regresso


Homenagem ao meu querido Pai, que tambem já partiu e junto com o tempo ele se foi, mas as lembranças dele ficaram...

Ainda vejo na imaginação
Sonhando o presente passado
Eu ajudava o meu velho pai
Que o progresso não tinha chegado
Clareava o dia embaixo da varanda
Num sêpo de lenha sentado
Chapéu de palha, remendo na calça
Pés no chão e um palheiro enrolado.

Fazer cabo de foice e enxadas
Com o facão o cabo do arado
Numa enorme madeira de angico
E em dois o serrote é puxado
Fatiado de em cima a baixo
Pro carretão saia o rodado
Cabeçalho o freio e a caixa
A canga e canzis fabricados.

Batendo com o inxó na madeira
O pilão e a gamela cavava
Pras galinhas não entrar na horta
Trançando taquara cercava
Pros porcos não ir na lavoura
A mangueira de pranchas lascada.
Buscar milho mandioca e abobora
O ringir do carreto com toda a piazada.

Assistir do pinheiro o tombo
De machado por horas cortado
Ver na casa o coberto novo
O pinheiro em taboinhas lascado
De madeira o engenho pro melado
O monjolo na cascata e a pancada
Fazer pipas mastél e os balaios,
O laço e a suiteira trançada.

O pomar e o parreiral erguido
Palanques pra cercar o potreiro
A privada um buraco no chão
Que também servia de banheiro
Fez Cocheira, o curral e paiol
No rio o caico, casa e galinheiro
Pros cachorros não alcançar os ninhos
Um poleiro atrás do chiqueiro.

Abater gado e porcos na mesa.
O torresmo, morcia e sabão
Na janela a tabua do queijo
O salame embaixo do porão
Fez a mesa, banco e cadeiras,
Do barro pisado forno e fogão
A cama baú e prateleiras
Bica da pia e também um balcão.

Produzia tudo na terra
O alimento pra bicharada
O açúcar mascavo pro ano
E nas lata a banha guardada
Na tuia o arroz e o feijão
E das frutas tinha a marmelada
Uma bela cantina de vinho
Pra quando os parentes chegavam.

O camponês versos natureza
O necessário só é derrubado
O artesão já não existe mais
Hoje tudo compra no mercado
Já esgotando as fontes naturais
Sem controle tudo é descartado
A ganância acumular capitais
O planeta será exterminado.
Clairton Buffon,Chapecó 06 de Fevereiro de 2010

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Claiton