Seja Benvindo ao Blog do Poetadaterra Poeta e Compositor; Clairton Buffon

Todos os Direitos Autorais Reservados Pelo Autor e Compositor destas Poesias e Musicas.

Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...

Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...
Local que Clairton Buffon é assentado

AOS AMIGOS, COMPANHEIROS, CAMARADAS

Aqui você faz parte, pois estamos constantemente ensinando e aprendendo

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude
O amanhâ pertence a quem faz o novo amanhecer acontecer, disperta, levanta vai faça tua nova alvorada, ela será mais linda que as trevas

Ocupação do MST-SC nas terra da União cedidas ao exército em Papanduvas 15 de Abril de 2007



Quem e quais intereses o estado defende???

Impunidade... Carajás até quando???

Impunidade... Carajás até quando???
Fruto do capitalismo...sonho e vidas interompidas...

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!
Impunidade até quando??? No dia 17 de Abril de 1996, 19 Sem Terras são Assassinados em Eldorado dos Carajás pela Policia no Estado Pará

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

@ = AMIZADE

Amizade é uma semente,
Que nasce dentro da gente,
Fecundada pelos VALORES.
No dia a dia convivendo,
Alimentada vai crescendo,
Impalpável, sem cheiro ou cores.

Ela até pode ser forte,
Mas não depende da sorte,
Pra vir um dia frutificar.
Se todo o dia ela é cultivada,
Nunca será fragilizada,
Vale apena preservar.

Seja no esporte ou trabalho,
Sempre será o quebra galho,
Pra quem precisa do amigo.
Ela é pra todas as horas,
Quando sorrir ou choras,
Ombro o encosto, coração abrigo.

Amizade sentimento profundo,
Amigo... amigo enfrenta o mundo,
Ele é pra qualquer hora!
Amizade que é guardada,
Independe a distancia ou jornada,
No amanhã... o ontem faz agora...

Clairton bufffon, Chapecó, 18 Agosto de 2010
Poetadaterra.blogspot.com

@ = SAUDADES DE MEU PAI

Hoje com o coração apertado,
Chorando de saudades emocionado.
Resolvi este sentimento descrever.
A única testemunha foi a mesa,
Que presenciou minha tristeza,
Das lembranças que carrego de você.

Do meu pensamento você não sai,
Chegando mais um dia dos pais,
Não posso mais te abraçar.
Já esta fazendo três anos,
Deixastes o mundo dos humanos,
Foi pra nunca mais voltar.

Ao acordar meu corpo estremeceu,
As cinco horas deste dia você faleceu,
E pra sempre daqui partia.
Sinto saudades do teu abraço,
Pra não chorar então eu disfarço,
Mas penso em ti todos os dias.

Te vejo em que tuas mãos construiu,
Percebo tua presença, mesmo que partiu.
Sou seu filho e sigo teu exemplo.
Uma lagrima no meu rosto rola,
Sei que pra todos é chegada a hora
E se vão, como se vai o tempo,

Clairton Buffon, Chapecó, 02 de Agosto de 2010.
http//:Poetadaterra.blogspot.com

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

@ = ASSIM NASCEU O PODER...!!!

Homo Sapins, os primitivos,
Pré historia, “inicio” da sociedade,
Nômades, o fogo e instrumentos,
Viver em tribos, “comunidades”.
Povos criando seus próprios “estilos”,
Surgem “culturas” e necessidades,
O “Intelecto” e observação “humana”,
“Descobre” o cultivo e a diversidades.

Domesticar animais, suprir o necessário
“Agricultura”, “sobrevivência”, criação,
Sistema de “troca”, “equivalência”.
“Moeda”, “mercadoria”, evolução,
A “civilização”, “conhecimento apropriado”
“Mercado” polis e “exploração”,
Dominação feudos, burguesia,
Império, capitalismo, industrialização.

“Proteger seus interesses”,
O “estado” foi criado,
“Legitimados” pelas “leis”,
“Justificar” os seus pecados,
Começam a “controlar”,
Todos os “recursos naturais”,
Aquilo que “...seria de todos”,
“Está na lei! Foi privado! É capital!”

Uns concentram demais,
Muitos sem ter o que comer,
Reprimem os descontentes,
É legal impor o “PODER”.
São quatro as esferas do “poder”,
Pro povo eles dominar,
O “PODER BÉLICO” origina as guerras,
Não é “crime” eles matar.

O “PODER ECONÔMICO” é concentrado,
Acúmulo e controle financeiro,
Recursos naturais, estruturas,
Meios de produção e o dinheiro.
O “PODER POLÍTICO” legisla as leis,
Executa e judicía no martelo,
Nos plenários e gabinetes,
Tribunais, reprime os flagelos.

O “PODER IDEOLOGICO” é o mais importante,
O qual forma nossa razão,
Criam seitas, controlam as escolas,
E os meios de comunicação.
O “político” é planejado,
Pro “econômico” ser garantido,
O “ideológico” manipula, aliena,
Acomoda com fetiche é iludido,

O “bélico”, chacinas legalizadas,
Se o das “idéias” perder o controle,
Das “leis” que amparam e garantem,
Os “privilégios” dos senhores.
A “escola” prepara as pessoas,
Pra servir o seu ”patrão”,
“Anestesia” as consciências,
Pra “competir” com o irmão.

O “inimigo” é o pobre colega,
No posto de trabalho “competir”,
“Puxa saco” de seu patrão,
Querer ser melhor em “produzir”.
Em cada ano de “eleição”,
A “mais-valia” da força de trabalho extraída,
“Compram” votos nas campanhas,
Pra roda do poder ser “garantida.

Se o povo se “revoltar”,
Usam a “lei” pra calar,
Se “persistirem” exigir os direitos,
Vem o “outro...” pra dizimar.
O “político” quando desmoralizado,
Ameaça o “econômico” desabar,
Fragiliza, coroe o “ideológico”,
O “bélico” é o desespero... e eles vão usar!

Este labirinto, parece sem saída,
É a atual estrutura do “estado”,
Até quando andaremos em circulo,
Igual cão correndo atrás do rabo.
O gigante dos “QUATRO PODERES”.
Acreditem! Está fragilizado!
Existe um “poder” ainda mais forte!
Que é o “PODER do POVO ORGANIZADO”.

Clairton Buffon, Chapecó, 06 de Agosto de 2010.
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

@ = AQUI NO CERTÃO

Sou Camponês e moro na roça,
Vivo isolado da cidade, em um palhoça,
Que construí no pé de uma serra.
Aqui nasci, estou vivendo e vou morrer,
Mas nunca faltou o que comer,
O meu respeito eu devo para a terra.

Aprecio o céu vermelho ao sol raiar,
O espetáculo das estrelas e a luz do luar,
Que reflete nas águas cristalinas do rio.
No meu sertão ainda existe mata,
Que exibe em seu meio a bela cascata,
Que realça a auto estima do nosso brio.

Acordamos com as aves cantando,
Nos carreiros animais selvagens passeando,
O aroma das flores e o zumbir do zangão.
O cheiro da relva, respirar o ar puro,
Colher no pé o fruto fresco e maduro,
Embaixo das pedras pegar peixes na mão.

Sem veneno tudo é produzido,
O alimento por nos cultivado e colhido,
A cada safra, de cada estação.
Arborizamos fontes e mananciais,
O assentamento é conquista de meus pais,
E aqui viverá muitas das gerações.

Clairton Buffon, Chapecó, 04 de Agosto de 2010.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

@ = O JARDINEIRO

Me lancei jardineiro pra outros jardim,
Cultivei mais um na terra, outro cultivei em mim.
Plantei muitas rosa e alguma outra flor,
No coração uma linda mulher a semente do amor.
Pra rosa a calor do sol e a luz do luar,
E a energia pro amor brota e verte no olhar.
A rosa era regada/com a chuva da natureza,
Pro amor fonte dos beijos realçando tua beleza.

A rosa crescendo folhas, botão, caule e raízes,
O nosso amor para sempre dois Seres serem feliz.
O balançar do vento o sereno na madrugada,
O amor interno fortalecendo o eterno de quem se amava.
Exala o seu perfume a rosa desabrochada,
No florir de duas vidas seio terra afagada.
Abelhas e borboletas enfeitam um dos jardins,
E o outro foi construído para ela e para mim.
Você é a minha semente, e eu sou o jardineiro seu,
Jardim se fundindo a flor, o nosso amor concebeu.



Clairton Buffon, Chapecó, 23 de Julho de 2010.
http//:Poetadaterra.blogspot.com

quinta-feira, 29 de julho de 2010

@ = O POETA NÃO MORE

O Poeta quando more,
Começa renascer,
Suas palavras muitas bocas,
Balbuciando vem dizer.

Germina uma semente,
Na sepultura cova plantada,
Da terra nascem rimas,
Pelas idéias fecundadas.

Atingir ou chegar o inalcançável,
Dos sonhos, imaginação, utopia,
Só o poeta vive na essência,
Pelos versos da poesia.

Enquanto existir vida,
A inspiração do ideal,
O universo poético
Torna-se eterno, imortal.



Clairton Buffon, Chapecó, 28 de Julho de 2010.
http//:Poetadaterra.blogspot.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Em teste de postagem
Em teste de postagem

@ = AO COLONO E O MOTORISTA

Companheiros me dão licença,
Pois, preciso lhe falar,
A todos peço desculpas
e a vocês quero lembrar.
Hoje é um dia muito importante,
Para nós comemorar,
Ao colono e o motorista
Uma mensagem eu vou deixar

Não sou nem um poeta,
Mas aproveitei a oportunidade.
Nesses versos mal rimados
falar pra toda a sociedade
aos que semeiam e cultivam os produtos
pra nossa alimentação
e a quem transporta a colheita
em qualquer canto da nação.

A você, que planta o trigo e a mandioca
Batata, arroz e feijão,
Soja, milho, laranja,
Verduras, frutas e algodão.
Industrializa a banha e a carne,
A erva o leite e o pão,
chapéu, queijo e ovos,
Açúcar, lenha, carvão.

Este roceiro que vive do chão
Tirando o fruto da terra,
Arando recostas com pedras,
Colhendo em vargens e serras.
Arriscando com as natureza
Granizos, enchentes e estiagem,
Sem contar das outras pragas,
E os intermediários que levam vantagem

De teus braços saem muitos frutos,
E materiais diversificados,
Transformam os teus produtos,
Depois vão para o mercado.
Teu trabalho não é reconhecido
Pelos nossos governantes
E deixam também sem saída
Os trabalhadores ambulantes.

Esses são os motoristas,
Que vivem na estrada
Se emocionam na sida
E já ansiosos pra chegada,
Caminhoneiro de coragem
Mantendo a sua profissão
Se saudade fosse volume
Já dava a carga do caminhão.

Transporta produtos tóxicos,
Medicinais e de alimentação,
inflamáveis e engarrafados
materiais de construção.
Carrega eletrodoméstico,
Até mesmo confecções,
Em asfaltos, estrada de terra
Na cidade, roça ou sertão.

Distante de suas famílias
Mais longos ficam os dias,
Lembra da esposa e filhos
E chora de alegria.
Abraçado no volante
Com muita presa de chegar,
Mas quando a carga é pesada
Não adianta acelerar.

Pedimos a São Cristóvão
Essas duas categorias abençoar,
São dependentes um do outro
Pra poder se sustentar.
O frete do caminhoneiro
Depende da safra da produção,
Devemos unir nossas forças
Pra mudar essa Nação.

Clairton Buffon, Quilombo- SC, Julho de 1996

quinta-feira, 22 de julho de 2010

@ = AMOR DE UM AMOR

Por você meu coração acelera,
Fica afegante igual subindo a serra
Ouço tua voz ao ouvir a voz do vento,
E me traz toda a paz que sinto por dentro.
Sem você não consigo viver,
Minha força, meu mel, meu prazer,
És as estrelas no meu céu a brilhar,
O abrir dos olhos quando eu acordar.

Vou embalado pelos sentimentos,
Viajo livre em teus pensamentos,
És a estrada que leva meus passos,
Minha liberdade, a prisão de teus braços.
Meu horizonte, meu guia, meu caminho,
Na encruzilhada, a certeza não estar sozinho,
Pela saudade me sinto apertado,
Só me acalmo ao ter você ao meu lado.

Tu és a água pro meu corpo lavar,
Realidade dos meus sonhos ao sonhar,
Da minha luz tu és o meu farol,
A energia que envolve meu sol.
És também o ar que eu respiro,
Só com você e por você eu suspiro,
O infinito do amor e o perfume da flor,
Meu universo, o resumo do amor.

Não és fada nem sonho ou ilusão,
Adeus tristeza, angustia e solidão.
És meu propósito, minha razão,
De duas vidas, em uma vida a fusão.


Clairton Buffon, Chapecó, 16 de Julho de 2010. http://poetadaterra.blogspot.com/

terça-feira, 22 de junho de 2010

@ = UMA JORNADA DA MULHER AGRICULTORA.

Em homenagem a nossa querida Mãe

O maestro da madrugada canta,
Nesta hora a Mãe já levanta,
Retomando diariamente sua rotina.
Sem queixa-se que ainda estava cansada,
Por não dormir emenda a longa jornada,
Mãe, Mulher forte! Cansada e não desanima.

Nesta noite um filho passou mal,
Sem recursos, longe do hospital,
Sofre junto, a dor, revolta e o medo.
Pano e chás quente, passa a noite em pé ao lado,
Ela deita e mal tinha se esquentado,
Sabendo que a jornada começa sedo.

Piazada! Já é hora de todos acordar,
Quem não estuda, levanta pra trabalhar,
Preparar a terra e nossa roça semear.
Aproveitem antes que o sol esquente,
Feijão e milho plantar a semente,
Não é mais frio! Terra úmida pra germinar.

Levanta “Jucí”! Em breve partir pra escola,
Você “Carlos”, põe a merenda na sacola,
Não podem pra aula atrasar.
Primeiro vai tratar os porcos “Chico”.
Depois passar a piazada de caíco,
O rio está cheio! Em dois pra remar.

“Jucélia” vai escovar os dentes,
E depois traz pra mim o pente,
Pra teus cabelinhos pentear.
“Gema” pegue a cuia já pronta,
Diz pro “Pai” que se levanta,
Água está quente pro chimarrão tomar.

“Zaida” cuide da polenta sapecando,
Tem a pequena “Tere” chorando!
Vou trazer ela pra mamar.
Fazem o sinal da Cruz com Fé!
Antes dos “Gêmeos” tomar café,
Depois tem a cama pra arrumar.

Vou pra roça ajudar carpir,
Volte mais sedo você “Jacemir”!
E vai até o rio para pescar.
Vou trazer mandioca pra comer,
Ao meio dia a polenta pra fazer,
Não tem outra coisa pra acompanhar.

Fazer queijo, amassar o pão,
No rio lavar roupas na mão
Tratar vacas, galinhas, leite pra tirar.
Água e trocar de lugar os terneiros,
Adubar horta com esterco do galinheiro.
Chapéu de palha pra todos trançar.

Faz o almoço, já é hora de servir
Tratar os pequenos, a nenê pra dormir.
Novamente a louça lavar.
Assim se esquece até de se alimentar.
No forno de barro batatas assar.
Muitas roupas pra remendar.

A tarde mal começa,
E todos estão com pressa,
Cada um com seu afazer.
Rachar lenha primeiro,
Também limpar o chiqueiro,
Antes de escurecer.

A bicharada chamando,
Um a um novamente lidando,
Depois o banho e a janta terminar.
Todos querem sua atenção,
A mãe de um grande coração,
Até o ultimo se acomodar.

Depois que já tudo é silencio,
Eleva ao céu o pensamento,
Um a um dos filhos beijar.
Depois que todos estão dormindo,
Muito cansaço está sentindo,
Mãe se deita para relaxar.

Clairton Buffon, Chapecó, 22 de Junho de 2010

@ = LIBERDADE

Libertar a consciência,
Das cercas da alienação,
Revolvendo os pensamentos,
Fertilizante da imaginação.

Semear os sonhos,
Regados de esperança,
Nos campos da vida,
O futuro, berço, criança.

Romper as correntes,
Do mal, o comodismo,
Despertar a indignação,
No horizonte, o humanismo.

Germinar os sentimentos,
Enraizados de igualdade,
Alimentando paz harmonia,
Abraçada na dignidade.

A concretude vai crescendo,
Com a força, coletividade,
Parto, o fruto da justiça,
Dar a Luz a liberdade

Clairton Buffon, Chapecó, 21 de Junho de 2010.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

@ = A NOVA ÉTICA DA SOCIEDADE.

Crianças conhecem o sexo, com cinco anos de idade,
A erotização é a ética, predominante na sociedade.
Menores prostituídas, ao longo das rodovias,
Revistas, lojas, jornais, placas de pornografias,

Praça pública, televisão, esquinas, calçadas, ruas,
Jovens, adolescentes, coroas, desfilando seminuas.
Músicas, palavrear, imitação, com gestos encenar,
Humanos pior que animal, sem afeto e amor transar.

Filhas pelos próprios pais, violentadas, estupradas,
Iludidas no contrabando, clandestinas escravizadas.
Exploraçao sexual, o próprio corpo mercadoria,
Escolas, igrejas, trabalho, assédios, pedofilias.

O respaldo da indústria, do sexo liberado,
É o deus da propaganda, interesse do mercado.
Natal e Páscoa de consumo, nudez, carnaval, novelas,
Os museus do futuro serão catedrais, igrejas, capelas.


Clairton Buffon, Chapecó, 14 de Junho de 2010.

domingo, 13 de junho de 2010

@ = ATENÇÃO! VERMELHO, PERIGO! AO CAPITALISMO...

Vermelho na historia, tem forte sentido,
Identidade da Esquerda, direita perigo!
Atleta expulso, sinal proibido,
Balanço econômico fechar negativo.
Semáforo fechado, vermelho,
A luz que indica problema no aparelho.
Borda nas placas de advertência,
Eletrodoméstico, classe menor eficiência.
Ambulância, cruz! Da sirene a cor,
Medicamentos, tarja de indicador.
Tenha cuidado e preste atenção,
Vermelho, com a morte dão relação!
O freio do automóvel ao parar,
E com o vermelho querem nos intimidar.
Vermelho com facilidade é percebido,
Ideologicamente, proletários tem concebido!
Vermelho, o Céu ao sol raiar,
E no poente o dia dorme para descansar.
O Mar Vermelho Moises com o Povo atravessou,
O Exercito Chinês exemplo de Revolução, Lutou, Triunfou!
O nome da madeira brasa, o Brasil herdou,
O gorro do Saci-Pererê, lenda, o povo acreditou.
Vermelho eu fico!!! Reação por estar indignado,
O sangue dos lutadores, que foi derramado!
Horizonte do ideal de um povo com consciência,
É o símbolo dos Trabalhadores em resistência!
Abril Vermelho é um marco na História,
As mãos calejadas Bandeira da vitória.
Vermelho, o fogo que arde e o sol á brilhar.
Bravos, destemidos lutadores em fileiras marchar.
Sangue nas veias que não aceita comodismo,
E acredita triunfar, construindo o SOCIALISMO.

Clairton Buffon, Chapecó, 13 de Junho de 2010.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

@ = TERRA: VIDA SEM VIDA, MORTE DESTEMIDA...

TERRA, bem natural,
Não é mercadoria, patrimônio, capital.
Vejo, no passado e presente,
Gente sem terra, terra sem gente.
Generosa! Alimento, fruto do chão!
Porque, existe fome de pão?
Terra apropriada, gente matada!
Morte semeada, Vidas ceifadas!

Sugada, destruída, maltratada,
Poucos a detém concentrada.
Das sesmarias, propriedade privada,
Ao latifúndio, arame, cercada.
Povos nativos exterminados,
Negros escravizados.
Sertanejos, desprovidos!
Imigrantes, excluídos!

Vejo ganância, explorados, patrão,
Assassinatos, tiros, balas, corpos no chão!
Cercas, sangue, terra manchada!
Omissão, crimes contra a enxada.
Estado, leis, mandados, imposição!
Despejos gritos, choro, caixão.
Violência, repressão, fome, miséria,
Injustiças, Impunidade, barbárie, guerra.

Enfrentamento, resistência, lutas, esperança,
Da terra a semente, um broto levanta.
A morte enfrentada em defesa da vida,
Oportunidade, trabalho, dignidade, comida.
No ventre dos sonhos, povo destemido,
Madruga, não cansa! Povo Aguerrido
Fértil, fecunda, terra pro povo...
Dela e por ela, renascerá o projeto novo!

Clairton Buffon, Chapecó, 10 de Junho de 2010.
http://poetadaterra.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

@ = A MÃE SUJEITO:

Mãe da roça e da cidade,
Trabalhadora explorada
Chegou a hora de despertar.
Para romper com a opressão,
Submissão e preconceito,
É preciso sua força somar.

Seus espaços não são limitados.
O que te resta é acreditar.
Sois, a metade da sociedade,
E a mãe de toda a humanidade.

Foste tu que descobriste
O cultivo agrícola,
Através da observação.
E na existência da espécie humana,
Tens influencias,
Em todas as evoluções.

Pois, as mesmas mãos
Que afagam a terra,
E acaricia os seus filhos.
Também são capazes
De empunhar o facão,
Para cortar as cercas do latifúndio.

O mesmo olhar que aprecia,
Atentamente seu filho crescer.
Sem vacilar...
Faz ronda no acampamento
Para a repressão não surpreender.

O peito, que protege o filho,
O qual se sente no lugar mais
Seguro e tranqüilo.
Demonstra a determinação e coragem,
 expondo-se em perigos
Na defesa da vida.

Aquela mulher generosa,
Com carisma, coração dócil,
Meigo e amigo.
Também guarda a revolta
E a indignação de
Viver numa sociedade excludente.

A mesma mulher frágil
Capaz de chorar junto
Com seu filho que chora de fome.
Também ousa em enfrentar o exercito
E empunhar armas
Na defesa de seus direitos.

Aquela voz suave e macia
Que carinhosamente,
Fica ninando o bebê até adormecer.
Também é capa,
De dar o grito de guerra
Pondose em prontidão para se libertar.

A mesma Mãe que carrega
O feto em seu útero para
O nascimento de um novo Ser.
É o embrião que fermentará
Os sentimentos
Dos novos tempos
Da revolução.

http://poetadaterra.blogspot.com/
Clairton Buffon Chapecó, 19 de Agosto de 200. Alterada 26/05/2010

@ = MÃE TERRA E MÃE MULHER

Falar em Mãe é tão complexo quanto o universo,
Pois, Terra e Mulher se assemelham.
As duas são férteis e fecundas, Elas geram e reproduzem vidas.
Guardam a semente em seu ventre para germinar,
Esperando o seu próprio tempo para brotar.
Protegem em seus colos para crescer e dormir,
Amamentam plantas e gente até tornarem-se independentes para reproduzir.
Mãe é única, tantas, tudo, em tudo, de todos pra todos.
Pura, verdadeira, generosa, atraente, aconchegante.
Á você Mãe Mulher, extensão da Mãe Terra, sois mãe e, és filho!
Tu tens o perfume das flores, dos vastos campos a beleza e o sabor da Natureza.
Mãe é carinho, amor, alimento, exemplo e segurança,
É vida, afeto, paixão, tranqüilidade, paz e esperança.
Mãe se iguala com o toque suave do vento, a energia do sol a brilhar e a luz do luar.
É mulher, mãe, administradora, amiga e companheira,
Tens a sabedoria de professora, enfermeira, trabalhadora e conselheira.


http://poetadaterra.blogspot.com/
Clairton Buffon Chapecó, 19 de Agosto de 2006. Alterada 26/05/2010

sábado, 8 de maio de 2010

@ = UM SER TRANGÊNICO

No mundo maluco que tem,
Não duvido de ninguém,
Mesmo dos cientistas.
Sem a ciência resolvi arriscar,
Meu desafio é modernizar,
Um ser criado por um artista.

De pedra fiz dele o coração,
Coloquei a mão do pilão,
No braço da viola tagarela.
Válvulas peguei na mecânica,
O cérebro matéria orgânica,
Os dedos banana amarela.

O olho de água do poço,
A gravata da roda no pescoço,
Que era feito de abobora.
Cabeça da roda da carroça e repolho,
Careca do pneu cabelo de milho,
Coluna de prédio, mas não dobra.

De alho são os dentes,
Umbigo de laranja parecer gente,
Ouvido esquerdo, da espingarda taquari.
A outra orelha do martelo,
Solas do pé de um par de chinelos,
Pés de moleque no gráfico subir.

Perna esquerda de salame foi feita,
Cara de pau e a perna direita,
E a força elétrica instalar.
A barba de um velho bode,
Do jundiá tirei o bigode,
Na boca de lobo fui colocar.

Escova de baralho lavar os dentes
Da metralhadora o pente,
A rótula do joelho era de cano.
Luva de PVC pra ficar quente
Foi preciso jaqueta de dente.
Mas, a língua de tênis foi por engano.

No banco financeiro deixei sentado,
Com vara criminal educado,
Na panela de ouro a comida.
A colher de pedreiro se alimentava,
Anel de corrente garfo de bicicleta usava.
De pistão vesti a camisa.

Da vírgula construí a casa,
A portaria da lei de entrada,
Com a chave da matemática fechei.
A janela do computador ficou aberta,
Construir o monstro sem mexer na genética,
E menos com a estética preocupei.

Clairton Buffon, Chapecó, 08 de Maio de 2010, http://poetadaterra.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de maio de 2010

@ = NA CONTRA MÃO DA VIDA!

Doze anos eu tinha,
Quando meu sertão deixei.
Era uma dúzia de colegas,
Na escolinha que estudei.
Doze horas foram marcadas,
No dia em que eu nasci.
Doze messes se passaram,
Em cada ano que eu vivi.
Aqui só vejo calçada
E lá nós tinha o terreiro,
Hoje meus amigos só na net,
Lá jogava bola no potreiro.

Doze horas tinha o dia,
Brincar na roça e trabalhar.
Doze também era a noite.
Vigiada pelo luar.
Doze membros da família,
Que na mesa se juntava.
O pão tirado da terra,
Nós mesmos quem plantava.
Hoje só tem veneno
Antes tudo era natural,
O transgênico altera a vida,
Pra aumentar o capital.

Doze cordas minha viola,
Tem ao longo de seu braço.
Abraçado nela e nos acordes,
Canto a vida e ganho espaço.
Doze eram os discípulos,
Ao Jesus acompanhar.
Vão te matar de novo,
Se na terra o Messias voltar.
Sois você o Rei do mundo,
Pai, Filho e o Criador,
Hoje o homem domina tudo
E disso tudo será o destruidor.



Clairton Buffon, Chapecó, 01 de Maio de 2010, http://poetadaterra.blogspot.com/