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Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...

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Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude
O amanhâ pertence a quem faz o novo amanhecer acontecer, disperta, levanta vai faça tua nova alvorada, ela será mais linda que as trevas

Ocupação do MST-SC nas terra da União cedidas ao exército em Papanduvas 15 de Abril de 2007



Quem e quais intereses o estado defende???

Impunidade... Carajás até quando???

Impunidade... Carajás até quando???
Fruto do capitalismo...sonho e vidas interompidas...

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!
Impunidade até quando??? No dia 17 de Abril de 1996, 19 Sem Terras são Assassinados em Eldorado dos Carajás pela Policia no Estado Pará
Mostrando postagens com marcador Vamos valorizar e presar pela vida...de que adianta querrer ganhar um minuto na vida e perdela num segundo.... Mostrar todas as postagens
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quarta-feira, 17 de março de 2010

@= TRANSITO! GUERRA DAS ILUSÕES

Queria estar sonhando,
A história que estou contando,
Presenciei na vida real.
O que na vida foi construído,
Num instante está perdido,
Exclamou a mãe passando mal.

Encontrei o pai desesperado,
Antes que tenha perguntado,
Chorando ele me disse.
Aquele homem é meu filho! O Beto,
Daria-nos o primeiro neto,
E ao lado a esposa Clarice.

Nossos filhos e a única filhinha,
Tão linda e já uma moçinha,
Perderam as vidas muito jovens.
O namorado é aquele perto,
O outro de olho aberto,
O caçula conduzia o automóvel.

Perderam a vida neste acidente,
Fiquei eu e esposa doente,
Sem mais um filho junto.
Se colocarmos vela e uma cruz,
As velas substituem do sol a luz,
Acendendo uma cada defunto.

Das cruzes formaria uma mureta,
Ao longo da estrada preta,
Que carrega a cor do luto.
Quanta dor e quantos ais,
Se filhos ouvissem os pais,
Ninguém colhia esses frutos.

Falávamos com insistência,
Filhos não cometam imprudência,
Apenas nos olhavam e sorriam.
Sem habilitação e sinto,
Só aqui foram mais de cinco,
Tantos outros assim dirigiam.

Quantas mortes teriam evitado,
Se conduzissem com cuidado,
Respeitando indicações, leis e sinais.
Se pudessem voltar o passado,
Sem contar com mutilados,
E os que não veremos já mais.

Cada historia seriam diferentes,
Os motoristas mais conscientes,
Na estrada andariam educados.
Equipamentos necessários usariam,
Indicações e advertências respeitariam,
Com o sinto no banco amarado.

Se a placa quarenta por hora tem,
Não corriam mais de cem,
Naquela curva acentuada.
Tão pouco ultrapassava,
Sem visão aventurava,
Pra ouvir dos pneus a cantada.

Testar do carro a estabilidade,
Correndo alta velocidade,
No último cambio da caixa.
Pra não perder o embalo,
Passava todos os carros,
Sendo dupla ou continua a faixa.

No volante embriagado,
Menor e sem cuidado,
Resolveu provocar um racha.
Por que outros estavam vendo,
Cavalinho de pau saiu fazendo,
Na mão o litro de cachaça.

Jovens estavam gritando,
Aplausos incentivos assobiando,
Ele sentindo-se herói.
Rumo outra cidade acelerando,
Aos pais acabaram deixando.
A dor no peito corrói.

Eles partiram sem volta,
Minha maior revolta,
Quem pensa ser imortal.
Transito não é status, aparecia,
É falta de consciência,
Somos todos, frágeis igual.

O recado que vou deixar,
Depois não adianta chorar,
Vida não tem conserto.
Este desespero presenciado,
Daquele pai abalado,
Dos seis mortos que estavam perto.

http://poetadaterra.blogspot.com/
Clairton Buffon, Chapecó, 10 de Março de 2010.