Seja Benvindo ao Blog do Poetadaterra Poeta e Compositor; Clairton Buffon

Todos os Direitos Autorais Reservados Pelo Autor e Compositor destas Poesias e Musicas.

Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...

Fotos Assentammento 30 de Outubro Campos Novos- SC. Reforma Agrária também é beleza, é Natureza...
Local que Clairton Buffon é assentado

AOS AMIGOS, COMPANHEIROS, CAMARADAS

Aqui você faz parte, pois estamos constantemente ensinando e aprendendo

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude

Sempre terá o novo amanhecer. Observe ele está no horizonte! Sonhe, acredite, lute, conquiste, mude
O amanhâ pertence a quem faz o novo amanhecer acontecer, disperta, levanta vai faça tua nova alvorada, ela será mais linda que as trevas

Ocupação do MST-SC nas terra da União cedidas ao exército em Papanduvas 15 de Abril de 2007



Quem e quais intereses o estado defende???

Impunidade... Carajás até quando???

Impunidade... Carajás até quando???
Fruto do capitalismo...sonho e vidas interompidas...

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!

Querer trabalhar é crime! Matar a fome..homicidio é culpado!! Lutar pela Vida, o preço é a morte!!!
Impunidade até quando??? No dia 17 de Abril de 1996, 19 Sem Terras são Assassinados em Eldorado dos Carajás pela Policia no Estado Pará

quinta-feira, 29 de julho de 2010

@ = O POETA NÃO MORE

O Poeta quando more,
Começa renascer,
Suas palavras muitas bocas,
Balbuciando vem dizer.

Germina uma semente,
Na sepultura cova plantada,
Da terra nascem rimas,
Pelas idéias fecundadas.

Atingir ou chegar o inalcançável,
Dos sonhos, imaginação, utopia,
Só o poeta vive na essência,
Pelos versos da poesia.

Enquanto existir vida,
A inspiração do ideal,
O universo poético
Torna-se eterno, imortal.



Clairton Buffon, Chapecó, 28 de Julho de 2010.
http//:Poetadaterra.blogspot.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Em teste de postagem
Em teste de postagem

@ = AO COLONO E O MOTORISTA

Companheiros me dão licença,
Pois, preciso lhe falar,
A todos peço desculpas
e a vocês quero lembrar.
Hoje é um dia muito importante,
Para nós comemorar,
Ao colono e o motorista
Uma mensagem eu vou deixar

Não sou nem um poeta,
Mas aproveitei a oportunidade.
Nesses versos mal rimados
falar pra toda a sociedade
aos que semeiam e cultivam os produtos
pra nossa alimentação
e a quem transporta a colheita
em qualquer canto da nação.

A você, que planta o trigo e a mandioca
Batata, arroz e feijão,
Soja, milho, laranja,
Verduras, frutas e algodão.
Industrializa a banha e a carne,
A erva o leite e o pão,
chapéu, queijo e ovos,
Açúcar, lenha, carvão.

Este roceiro que vive do chão
Tirando o fruto da terra,
Arando recostas com pedras,
Colhendo em vargens e serras.
Arriscando com as natureza
Granizos, enchentes e estiagem,
Sem contar das outras pragas,
E os intermediários que levam vantagem

De teus braços saem muitos frutos,
E materiais diversificados,
Transformam os teus produtos,
Depois vão para o mercado.
Teu trabalho não é reconhecido
Pelos nossos governantes
E deixam também sem saída
Os trabalhadores ambulantes.

Esses são os motoristas,
Que vivem na estrada
Se emocionam na sida
E já ansiosos pra chegada,
Caminhoneiro de coragem
Mantendo a sua profissão
Se saudade fosse volume
Já dava a carga do caminhão.

Transporta produtos tóxicos,
Medicinais e de alimentação,
inflamáveis e engarrafados
materiais de construção.
Carrega eletrodoméstico,
Até mesmo confecções,
Em asfaltos, estrada de terra
Na cidade, roça ou sertão.

Distante de suas famílias
Mais longos ficam os dias,
Lembra da esposa e filhos
E chora de alegria.
Abraçado no volante
Com muita presa de chegar,
Mas quando a carga é pesada
Não adianta acelerar.

Pedimos a São Cristóvão
Essas duas categorias abençoar,
São dependentes um do outro
Pra poder se sustentar.
O frete do caminhoneiro
Depende da safra da produção,
Devemos unir nossas forças
Pra mudar essa Nação.

Clairton Buffon, Quilombo- SC, Julho de 1996

quinta-feira, 22 de julho de 2010

@ = AMOR DE UM AMOR

Por você meu coração acelera,
Fica afegante igual subindo a serra
Ouço tua voz ao ouvir a voz do vento,
E me traz toda a paz que sinto por dentro.
Sem você não consigo viver,
Minha força, meu mel, meu prazer,
És as estrelas no meu céu a brilhar,
O abrir dos olhos quando eu acordar.

Vou embalado pelos sentimentos,
Viajo livre em teus pensamentos,
És a estrada que leva meus passos,
Minha liberdade, a prisão de teus braços.
Meu horizonte, meu guia, meu caminho,
Na encruzilhada, a certeza não estar sozinho,
Pela saudade me sinto apertado,
Só me acalmo ao ter você ao meu lado.

Tu és a água pro meu corpo lavar,
Realidade dos meus sonhos ao sonhar,
Da minha luz tu és o meu farol,
A energia que envolve meu sol.
És também o ar que eu respiro,
Só com você e por você eu suspiro,
O infinito do amor e o perfume da flor,
Meu universo, o resumo do amor.

Não és fada nem sonho ou ilusão,
Adeus tristeza, angustia e solidão.
És meu propósito, minha razão,
De duas vidas, em uma vida a fusão.


Clairton Buffon, Chapecó, 16 de Julho de 2010. http://poetadaterra.blogspot.com/

terça-feira, 22 de junho de 2010

@ = UMA JORNADA DA MULHER AGRICULTORA.

Em homenagem a nossa querida Mãe

O maestro da madrugada canta,
Nesta hora a Mãe já levanta,
Retomando diariamente sua rotina.
Sem queixa-se que ainda estava cansada,
Por não dormir emenda a longa jornada,
Mãe, Mulher forte! Cansada e não desanima.

Nesta noite um filho passou mal,
Sem recursos, longe do hospital,
Sofre junto, a dor, revolta e o medo.
Pano e chás quente, passa a noite em pé ao lado,
Ela deita e mal tinha se esquentado,
Sabendo que a jornada começa sedo.

Piazada! Já é hora de todos acordar,
Quem não estuda, levanta pra trabalhar,
Preparar a terra e nossa roça semear.
Aproveitem antes que o sol esquente,
Feijão e milho plantar a semente,
Não é mais frio! Terra úmida pra germinar.

Levanta “Jucí”! Em breve partir pra escola,
Você “Carlos”, põe a merenda na sacola,
Não podem pra aula atrasar.
Primeiro vai tratar os porcos “Chico”.
Depois passar a piazada de caíco,
O rio está cheio! Em dois pra remar.

“Jucélia” vai escovar os dentes,
E depois traz pra mim o pente,
Pra teus cabelinhos pentear.
“Gema” pegue a cuia já pronta,
Diz pro “Pai” que se levanta,
Água está quente pro chimarrão tomar.

“Zaida” cuide da polenta sapecando,
Tem a pequena “Tere” chorando!
Vou trazer ela pra mamar.
Fazem o sinal da Cruz com Fé!
Antes dos “Gêmeos” tomar café,
Depois tem a cama pra arrumar.

Vou pra roça ajudar carpir,
Volte mais sedo você “Jacemir”!
E vai até o rio para pescar.
Vou trazer mandioca pra comer,
Ao meio dia a polenta pra fazer,
Não tem outra coisa pra acompanhar.

Fazer queijo, amassar o pão,
No rio lavar roupas na mão
Tratar vacas, galinhas, leite pra tirar.
Água e trocar de lugar os terneiros,
Adubar horta com esterco do galinheiro.
Chapéu de palha pra todos trançar.

Faz o almoço, já é hora de servir
Tratar os pequenos, a nenê pra dormir.
Novamente a louça lavar.
Assim se esquece até de se alimentar.
No forno de barro batatas assar.
Muitas roupas pra remendar.

A tarde mal começa,
E todos estão com pressa,
Cada um com seu afazer.
Rachar lenha primeiro,
Também limpar o chiqueiro,
Antes de escurecer.

A bicharada chamando,
Um a um novamente lidando,
Depois o banho e a janta terminar.
Todos querem sua atenção,
A mãe de um grande coração,
Até o ultimo se acomodar.

Depois que já tudo é silencio,
Eleva ao céu o pensamento,
Um a um dos filhos beijar.
Depois que todos estão dormindo,
Muito cansaço está sentindo,
Mãe se deita para relaxar.

Clairton Buffon, Chapecó, 22 de Junho de 2010

@ = LIBERDADE

Libertar a consciência,
Das cercas da alienação,
Revolvendo os pensamentos,
Fertilizante da imaginação.

Semear os sonhos,
Regados de esperança,
Nos campos da vida,
O futuro, berço, criança.

Romper as correntes,
Do mal, o comodismo,
Despertar a indignação,
No horizonte, o humanismo.

Germinar os sentimentos,
Enraizados de igualdade,
Alimentando paz harmonia,
Abraçada na dignidade.

A concretude vai crescendo,
Com a força, coletividade,
Parto, o fruto da justiça,
Dar a Luz a liberdade

Clairton Buffon, Chapecó, 21 de Junho de 2010.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

@ = A NOVA ÉTICA DA SOCIEDADE.

Crianças conhecem o sexo, com cinco anos de idade,
A erotização é a ética, predominante na sociedade.
Menores prostituídas, ao longo das rodovias,
Revistas, lojas, jornais, placas de pornografias,

Praça pública, televisão, esquinas, calçadas, ruas,
Jovens, adolescentes, coroas, desfilando seminuas.
Músicas, palavrear, imitação, com gestos encenar,
Humanos pior que animal, sem afeto e amor transar.

Filhas pelos próprios pais, violentadas, estupradas,
Iludidas no contrabando, clandestinas escravizadas.
Exploraçao sexual, o próprio corpo mercadoria,
Escolas, igrejas, trabalho, assédios, pedofilias.

O respaldo da indústria, do sexo liberado,
É o deus da propaganda, interesse do mercado.
Natal e Páscoa de consumo, nudez, carnaval, novelas,
Os museus do futuro serão catedrais, igrejas, capelas.


Clairton Buffon, Chapecó, 14 de Junho de 2010.

domingo, 13 de junho de 2010

@ = ATENÇÃO! VERMELHO, PERIGO! AO CAPITALISMO...

Vermelho na historia, tem forte sentido,
Identidade da Esquerda, direita perigo!
Atleta expulso, sinal proibido,
Balanço econômico fechar negativo.
Semáforo fechado, vermelho,
A luz que indica problema no aparelho.
Borda nas placas de advertência,
Eletrodoméstico, classe menor eficiência.
Ambulância, cruz! Da sirene a cor,
Medicamentos, tarja de indicador.
Tenha cuidado e preste atenção,
Vermelho, com a morte dão relação!
O freio do automóvel ao parar,
E com o vermelho querem nos intimidar.
Vermelho com facilidade é percebido,
Ideologicamente, proletários tem concebido!
Vermelho, o Céu ao sol raiar,
E no poente o dia dorme para descansar.
O Mar Vermelho Moises com o Povo atravessou,
O Exercito Chinês exemplo de Revolução, Lutou, Triunfou!
O nome da madeira brasa, o Brasil herdou,
O gorro do Saci-Pererê, lenda, o povo acreditou.
Vermelho eu fico!!! Reação por estar indignado,
O sangue dos lutadores, que foi derramado!
Horizonte do ideal de um povo com consciência,
É o símbolo dos Trabalhadores em resistência!
Abril Vermelho é um marco na História,
As mãos calejadas Bandeira da vitória.
Vermelho, o fogo que arde e o sol á brilhar.
Bravos, destemidos lutadores em fileiras marchar.
Sangue nas veias que não aceita comodismo,
E acredita triunfar, construindo o SOCIALISMO.

Clairton Buffon, Chapecó, 13 de Junho de 2010.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

@ = TERRA: VIDA SEM VIDA, MORTE DESTEMIDA...

TERRA, bem natural,
Não é mercadoria, patrimônio, capital.
Vejo, no passado e presente,
Gente sem terra, terra sem gente.
Generosa! Alimento, fruto do chão!
Porque, existe fome de pão?
Terra apropriada, gente matada!
Morte semeada, Vidas ceifadas!

Sugada, destruída, maltratada,
Poucos a detém concentrada.
Das sesmarias, propriedade privada,
Ao latifúndio, arame, cercada.
Povos nativos exterminados,
Negros escravizados.
Sertanejos, desprovidos!
Imigrantes, excluídos!

Vejo ganância, explorados, patrão,
Assassinatos, tiros, balas, corpos no chão!
Cercas, sangue, terra manchada!
Omissão, crimes contra a enxada.
Estado, leis, mandados, imposição!
Despejos gritos, choro, caixão.
Violência, repressão, fome, miséria,
Injustiças, Impunidade, barbárie, guerra.

Enfrentamento, resistência, lutas, esperança,
Da terra a semente, um broto levanta.
A morte enfrentada em defesa da vida,
Oportunidade, trabalho, dignidade, comida.
No ventre dos sonhos, povo destemido,
Madruga, não cansa! Povo Aguerrido
Fértil, fecunda, terra pro povo...
Dela e por ela, renascerá o projeto novo!

Clairton Buffon, Chapecó, 10 de Junho de 2010.
http://poetadaterra.blogspot.com/

quarta-feira, 26 de maio de 2010

@ = A MÃE SUJEITO:

Mãe da roça e da cidade,
Trabalhadora explorada
Chegou a hora de despertar.
Para romper com a opressão,
Submissão e preconceito,
É preciso sua força somar.

Seus espaços não são limitados.
O que te resta é acreditar.
Sois, a metade da sociedade,
E a mãe de toda a humanidade.

Foste tu que descobriste
O cultivo agrícola,
Através da observação.
E na existência da espécie humana,
Tens influencias,
Em todas as evoluções.

Pois, as mesmas mãos
Que afagam a terra,
E acaricia os seus filhos.
Também são capazes
De empunhar o facão,
Para cortar as cercas do latifúndio.

O mesmo olhar que aprecia,
Atentamente seu filho crescer.
Sem vacilar...
Faz ronda no acampamento
Para a repressão não surpreender.

O peito, que protege o filho,
O qual se sente no lugar mais
Seguro e tranqüilo.
Demonstra a determinação e coragem,
 expondo-se em perigos
Na defesa da vida.

Aquela mulher generosa,
Com carisma, coração dócil,
Meigo e amigo.
Também guarda a revolta
E a indignação de
Viver numa sociedade excludente.

A mesma mulher frágil
Capaz de chorar junto
Com seu filho que chora de fome.
Também ousa em enfrentar o exercito
E empunhar armas
Na defesa de seus direitos.

Aquela voz suave e macia
Que carinhosamente,
Fica ninando o bebê até adormecer.
Também é capa,
De dar o grito de guerra
Pondose em prontidão para se libertar.

A mesma Mãe que carrega
O feto em seu útero para
O nascimento de um novo Ser.
É o embrião que fermentará
Os sentimentos
Dos novos tempos
Da revolução.

http://poetadaterra.blogspot.com/
Clairton Buffon Chapecó, 19 de Agosto de 200. Alterada 26/05/2010

@ = MÃE TERRA E MÃE MULHER

Falar em Mãe é tão complexo quanto o universo,
Pois, Terra e Mulher se assemelham.
As duas são férteis e fecundas, Elas geram e reproduzem vidas.
Guardam a semente em seu ventre para germinar,
Esperando o seu próprio tempo para brotar.
Protegem em seus colos para crescer e dormir,
Amamentam plantas e gente até tornarem-se independentes para reproduzir.
Mãe é única, tantas, tudo, em tudo, de todos pra todos.
Pura, verdadeira, generosa, atraente, aconchegante.
Á você Mãe Mulher, extensão da Mãe Terra, sois mãe e, és filho!
Tu tens o perfume das flores, dos vastos campos a beleza e o sabor da Natureza.
Mãe é carinho, amor, alimento, exemplo e segurança,
É vida, afeto, paixão, tranqüilidade, paz e esperança.
Mãe se iguala com o toque suave do vento, a energia do sol a brilhar e a luz do luar.
É mulher, mãe, administradora, amiga e companheira,
Tens a sabedoria de professora, enfermeira, trabalhadora e conselheira.


http://poetadaterra.blogspot.com/
Clairton Buffon Chapecó, 19 de Agosto de 2006. Alterada 26/05/2010

sábado, 8 de maio de 2010

@ = UM SER TRANGÊNICO

No mundo maluco que tem,
Não duvido de ninguém,
Mesmo dos cientistas.
Sem a ciência resolvi arriscar,
Meu desafio é modernizar,
Um ser criado por um artista.

De pedra fiz dele o coração,
Coloquei a mão do pilão,
No braço da viola tagarela.
Válvulas peguei na mecânica,
O cérebro matéria orgânica,
Os dedos banana amarela.

O olho de água do poço,
A gravata da roda no pescoço,
Que era feito de abobora.
Cabeça da roda da carroça e repolho,
Careca do pneu cabelo de milho,
Coluna de prédio, mas não dobra.

De alho são os dentes,
Umbigo de laranja parecer gente,
Ouvido esquerdo, da espingarda taquari.
A outra orelha do martelo,
Solas do pé de um par de chinelos,
Pés de moleque no gráfico subir.

Perna esquerda de salame foi feita,
Cara de pau e a perna direita,
E a força elétrica instalar.
A barba de um velho bode,
Do jundiá tirei o bigode,
Na boca de lobo fui colocar.

Escova de baralho lavar os dentes
Da metralhadora o pente,
A rótula do joelho era de cano.
Luva de PVC pra ficar quente
Foi preciso jaqueta de dente.
Mas, a língua de tênis foi por engano.

No banco financeiro deixei sentado,
Com vara criminal educado,
Na panela de ouro a comida.
A colher de pedreiro se alimentava,
Anel de corrente garfo de bicicleta usava.
De pistão vesti a camisa.

Da vírgula construí a casa,
A portaria da lei de entrada,
Com a chave da matemática fechei.
A janela do computador ficou aberta,
Construir o monstro sem mexer na genética,
E menos com a estética preocupei.

Clairton Buffon, Chapecó, 08 de Maio de 2010, http://poetadaterra.blogspot.com/

quinta-feira, 6 de maio de 2010

@ = NA CONTRA MÃO DA VIDA!

Doze anos eu tinha,
Quando meu sertão deixei.
Era uma dúzia de colegas,
Na escolinha que estudei.
Doze horas foram marcadas,
No dia em que eu nasci.
Doze messes se passaram,
Em cada ano que eu vivi.
Aqui só vejo calçada
E lá nós tinha o terreiro,
Hoje meus amigos só na net,
Lá jogava bola no potreiro.

Doze horas tinha o dia,
Brincar na roça e trabalhar.
Doze também era a noite.
Vigiada pelo luar.
Doze membros da família,
Que na mesa se juntava.
O pão tirado da terra,
Nós mesmos quem plantava.
Hoje só tem veneno
Antes tudo era natural,
O transgênico altera a vida,
Pra aumentar o capital.

Doze cordas minha viola,
Tem ao longo de seu braço.
Abraçado nela e nos acordes,
Canto a vida e ganho espaço.
Doze eram os discípulos,
Ao Jesus acompanhar.
Vão te matar de novo,
Se na terra o Messias voltar.
Sois você o Rei do mundo,
Pai, Filho e o Criador,
Hoje o homem domina tudo
E disso tudo será o destruidor.



Clairton Buffon, Chapecó, 01 de Maio de 2010, http://poetadaterra.blogspot.com/

@ = QUE DEUS É ESTE???

Eu já ouvi alguém dizer, que Deus sabe o que faz,
Também o seu sofrimento, entregar nas mãos do pai.
Eu vi gente de joelho, até chegar ao altar.
Pra pagar todos os pecados, o seu corpo sacrificar.

Crianças morrer de fome foi Deus quem quis assim,
Ao receber uma ajuda, que Deus lhe pague por mim.
Colocar nas mãos de Deus tudo pra ele cuidar,
A fé de todos respeito e as crenças que expressar.

Será que Deus quer a morte, de uma criança ao nascer,
Que leva o filho para o céu, na terra a mãe padecer.
Um menor abandonado, qual o deus que o abandonou?
Os famintos pedindo esmolas, não foi Deus que o pão negou.

Adultos analfabetos, por que é o destino de Deus,
Cuidar dos filhos alheios, sem poder cuidar dos seus.
Os Sem Terras assassinados, qual foi o deus que atirou?
Um filho nascer deficiente, por que é castigo de Deus.

Não importa qual é a igreja, é preciso acreditar,
Pois, Deus nunca quis o mal, dos que ele veio criar.
Condeno os que se aproveitam da fé para dominar,
Todas as maldades da terra, o homem foi inventar.

Eu também creio em Deus, vou dizer qual o Deus que é,
Eu rezo todos os dias, e elevo a Deus minha fé.
É o Deus da Paz e Harmonia, Justiça e Igualdade na terra,
Onde todos comem o pão, sem precisar fazer guerra.



Clairton Buffon, Chapecó, 28 de Abril de 2010.http://poetadaterra.blogspot.com/

quinta-feira, 22 de abril de 2010

@ = UM GRITO DE SOCORRO!!!

Ouçam meu grito de socorro,
Precisam me salvar!
Garanti-lhes a existência,
E nem estais a se preocupar.
É meu alerta de desespero,
Estou passando mal.
Sintomas que me angustiam,
Pelo aquecimento global.

Enchentes, estiagens e desertos,
Ciclones, tornados e furacões.
Geleiras derretendo mar enchendo,
Deslizamentos, terremotos e vulcões.
Retiraram todos os nutrientes,
Sustentação da minha vida.
Forçando plantas prematuras,
Pelo capitalismo prostituida.

Despiram-me das florestas,
A pele queimada e rasgada.
Veias de águas cristalinas,
Poluídas e envenenadas.
Alteraram meu ciclo natural,
Pelo transgênico estuprada.
Eu quem lhes concedi a vida!
Por meus filhos assassinada.

Destruíram a camada de ozônio,
Fazem aterros recuando o mar.
Perfurando o lençol freático,
Túneis subterrâneos, poluem o ar.
Barreira nos leitos dos rios,
Modificando as paisagens.
Os animais sem o habitat,
Insetos repte e aves.

Estiagens decorrem da sede,
Por estar na ânsia da morte.
Tremores da fraqueza que sinto,
Sugaram-me Leste Oeste, Sul ao Norte.
Cheias das lagrimas derramadas,
Por ser maltratada tenho chorado.
Vulcões a temperatura da febre,
Vulnerável a doenças fragilizado.

Tornados e furações o sufoco,
Respirando sem os pulmões.
Geleiras escorrem igual suor,
Asfixia reflete nas transpirações.
Desertos cicatrizes da destruição,
Vossa ganância tem deixado.
Deslizamentos agressões que sofri,
Por meu corpo ser mutilado.

Egoístas! Ignoram a generosidade
Tornaram-me propriedade privada.
Na disputa da minha vida,
Nações inteiras assassinadas.
Não escolhi os privilegiados,
Nem algo em troca exigido.
O preço será a minha morte.
Você humano por ti será extinguido.
Clairton Buffon, Chapecó, 21 de Abril de 2010. http://poetadaterra.blogspot.com/

terça-feira, 20 de abril de 2010

@ = O TRABALHADOR DA TERRA E A CALÇADA NA CIDADE

Na cidade uma lajem de cimento chamada calçada,
Na terra um bravo herói vive de mãos calejadas.
A calçada, você não reconhece a utilidade devida,
Passa por ela, sem perceber a importância na tua vida.
Não importa se o dia, esta começando ou tem terminado,
De manhã, á tarde, na semana ou feriado.
Você não a vê, nem percebes, que nela andas pisando,
Anoja-se ver-la, por junto ao tempo, estiver degradando.
Na correria do dia a dia, vai, vem, nela vives sapateando,
Joga lixo, cospe, quando tropeça, a fica xingando.
Para ao trabalho, farmácia mercado,
Pra sua casa, igreja, sozinho ou alguém do teu lado.
Você a usa, mesmo que não queira! Dela sempre dependendo,
Não sujar ou, molhar o calçado quando esta chovendo.
Nela, passeando, tomar um sorvete ou namorando,
Guardar o carro, novamente você esta precisando.
Assim é o trabalhador da terra, estranho pra cidade,
Simples, humilde, honrado com dignidade.
Olhe para ele! Veja cicatrizes e calos em suas mãos,
É ele, quem garante na tua mesa diariamente o pão.
Tudo que envolve tua vida tem origem da terra,
O que seria da cidade, se não tivesse quem trabalhava nela.
Na festa do aniversário o vinho, carne para assar,
O pão vem do trigo a verdura pra temperar.
O olho, açúcar, embutidos, arroz, biju e feijão,
Tudo o que você compra no mercado, dês do leite até o carvão.
O lápis pra escrever o papel de seu documento e do dinheiro,
O caderno na escola, o papel que você usa no banheiro.
Nas horas mais sagradas do dia, o café, almoço e janta,
O assoalho da casa, a porta para abrir,
Alem dos alimentos, a mesa cadeiras você senta e levanta.
Dês das roupas que você usa a cama pra dormir.
O remédio das farmácias, e tudo que está na padaria,
O pneu do carro, o sapato, a própria energia.
Cereais, verduras, frutas, legumes na terra é produzido,
A água, o sal, minerais, petróleo, dele extraídos.
A tua morada, a estrada, vestuários, utensílios a comida,
Da terra nascestes, ela te sustenta, na terra a morte torna se vida...



Clairton Buffon, Chapecó, 16 de Abril de 2010.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

@ = A CONSTRUÇÃO DE UM MITO NUMÉRICO:

Uns falam que o numero sete é da mentira,
E outros dizem que é o numero sagrado.
Eu não acredito e nem tenho sete vidas,
E muito menos a morte tem me intimidado.

Eu nasci no dia cinco de setembro,
E o sete na idade é só passageiro.
A hora que nasci! Nem me lembro...
De dez irmãos não sou o ultimo nem o primeiro.

Não tem sete na minha identidade,
No meu CPF também...!!!
Se eu já passei dos sete anos,
E no meu peso, nem o sete tem!

As sete quedas do Iguaçu são todas naturais,
E eu já vi do arco-íres, as sete cores.
Ao morrer, sete palmos de terra é que nos dispõem,
Setenta vezes sete, perdoar os pecadores.

São sete dias que formam a semana,
E sete são: as notas que dão vida nas canções.
O dia sete de Setembro uma falsa independência,
Que destruiu os sete povos das missões.

Contam a historia da casa das sete mulheres,
Ou que o sétimo filho do mesmo sexo é lobisomem.
Também a estória dos sete anões.
Sete é só um código, os fatos são criados pelo homem.

São sete os sacramentos da Santa igreja,
E o sétimo deles é o matrimonio sagrado.
Deus levou sete dias para fazer o mundo,
E no ultimo entre os sete ele tem descansado.

Com sete códigos escrevo família,
A qual na Santa Ceia foi abençoada por Jesus.
E foram sete, as últimas palavras ditas por Cristo,
Antes da morte, crucificado no alto da Cruz.

São sete meses do ano com trinta e um dias,
E com sete letras escrevo planeta e o criador.
O dragão de sete cabeça é o sistema explorador.
Controlado pelo homem o seu próprio exterminador.

Clairton Buffon, Chapecó, dia 07, de Abril de 2010  http://poetadaterra.blogspot.com/

terça-feira, 6 de abril de 2010

@ = LEMBRANÇAS VIVIDAS, LEMBRANÇAS SONHADAS, LEMBRANÇAS DESTRUIDAS, LEMBRANÇAS LEMBRADAS

Passado vinte e três anos, que sai deste lugar,
Pra lembrar da minha infância, voltei lá passear.
No caminho imaginando, tudo igual ali encontrar,
Aquela mata fechada, de bodoque sempre caçar.
E no fundo do potreiro, todos os sábados pescar,
Entre pedras e barranco, nas tocas com a mão pegar,
Tinha peixe em abundancia, era só no rio buscar,
Os animais selvagens e pássaros, na algazarra cantar.

De volta pra minha terra, ao longo daquele caminho,
Só enxergava taperas, no lugar que tinha os vizinhos,
O pomar que o pai plantou, as parreiras que dava vinho,
Cortaram todos os pinheiros que dava presépio e pinho.
Tiraram o paiol e o curral, nem se quer avistei o terreiro,
Varanda engenho de madeira, forno de barro e galinheiro,
La estava cheio de bois, não eram os mesmos terneiros.
Só ainda não tiraram dali, a serra que tem no potreiro.

No local que tinha a casa, a escada estava ali,
Sentado nela e recordando, dos bons tempos de guri.
Embaixo dela a mão do pilão e o eixo do carrinho eu vi,
De tristeza estava delirando, a voz do radio grande ouvi.
No lugar do milho, só capim! Sai andando pra disfarçar,
Da gamela e do pelego, num pedaço fui tropeçar,
O pé esquerdo do sapato de quando fui me crismar,
E o crânio do velho pitoco foi só o que dele restou lá.

Meu Deus quanta tristeza, porque lá eu fui voltar,
Antes eu vivia em sonho, agora não posso mais imaginar.
Aonde a mata nativa, que a lenha nós ia buscar,
Quando cheguei no rio, correndo o poço fui procurar.
Ao pular dentro do córrego, de tristeza me pus chorar,
A pedra que escondia os peixes, encima dela fui sentar.
No lugar que eu mergulhava, mal os pés deu pra molhar,
Sol quente e nem arvore, pra mim na sombra descansar.

Não vi mais o pé de açoita, nem o cipó pra balançar,
Em que todo o ano dentro dele, o periquito vinha criar,
O pé de cedro onde cantava a juriti e o sabiá,
As pitangas e guabirobas, o areticú foram cortar,
A canoa só na lembrança, os lambaris e os jundiás,
Cascudo boca de fogo, o veado e o lobo guará,
Mão pelada e capivara, lebre, quati e o gambá,
O quero-quero resistido, ficou sozinho a cantar.

Eucalipto e pinus, na lagoa e na fonte foram plantar,
Matou a terra, secou a água, nem um gole pra mim tomar.
No lugar que tinha a capela, só o sêpo do sino tinha lá,
A escola e o campinho, nem o caminho que eu ia estudar.
O rodado do carro de boi, dentro da sanga tava jogado,
Derrubaram o muro de pedra, e o bananal foi arrancado,
Num palanque cabo do lampião e o machado cravado,
Matadaram a natureza, e com a biodiversidade exterminado.

Nada aqui eu pude ver, de tudo o que vivi na infância,
Eliminaram o meu viver, o meu sonho de criança,
É uma historia destruída, que ficará só na lembrança,
Meu paraíso foi extinto, pela maldita ganância.
Quero que fiquem sabendo, porque estou revoltado,
É um verdadeiro deserto, se pudesse voltava o passado,
Os belos fatos da vida, só ficarão registrados,
Por que eu resolvi escrever, estes meus versos rimados.

Clairto Buffon, Chapecó, 04 de Abril de 2010.http://poetadaterra.blogspot.com/